Voluntários recuperam floresta Laurissilva no Santo da Serra desde 2019
Um grupo de voluntários está a dedicar-se, desde 2019, à missão de restaurar a floresta Laurissilva num terreno de cerca de 9 hectares no Campo de Educação Ambiental “Eva e Américo Durão”, em Santo da Serra.
Sob a orientação do técnico Raimundo Quintal, esses cidadãos, de várias idades e profissões, têm vindo a fazer trabalhos regulares de limpeza, conservação e remoção de plantas invasoras, usando pás, ancinhos, baldes e outros materiais.
Este trabalho é efetuado pela Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, que recentemente mudou a sua designação para Associação dos Amigos dos Ecossistemas do Arquipélago da Madeira (ECOAMA), de modo a abranger o âmbito das ações que atualmente desenvolve. A Organização anunciou recentemente que já está inscrita com a nova designação pela Agência Portuguesa do Ambiente no Registo Nacional das Organizações Não-Governamentais de Ambiente e Equiparadas, com o estatuto de ONGA de âmbito regional, com o nº 99/R.
A recuperação desta zona é parte de um esforço mais amplo de conservação da Laurissilva, um ecossistema emblemático da Madeira classificado como Património Mundial natural da UNESCO.
Especialistas alertam, no entanto, para a fragilidade do processo: segundo o botânico Miguel Sequeira, a regeneração completa da floresta pode demorar até 180 anos, sobretudo em áreas afetadas por incêndios.
Apesar do desafio a longo prazo, o trabalho dos voluntários representa uma contribuição significativa para a conservação ativa desta relíquia natural da Madeira.