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Exposição Itinerante (In)Fluxo

no Museu Quinta das Cruzes

Exposição Itinerante (In)Fluxo
26-01-2026
Eventos
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A Exposição Itinerante (In)Fluxo chega ao Museu Quinta das Cruzes, no Funchal, com a abertura pública marcada para o próximo dia 13 de janeiro, às 17h00.

Com uma duração total de dois anos, o projeto integra as comemorações dos 50 anos da Autonomia da Madeira e assinala igualmente os 10 anos da transferência do Museu de Arte Contemporânea do Funchal para a Calheta, bem como a sua reformulação como MUDAS.Museu. A iniciativa tem caráter itinerante, percorrendo vários concelhos da Região Autónoma da Madeira, numa parceria entre diferentes instituições culturais.

Exposição Itinerante (In)Fluxo

Após a sua apresentação inicial na Calheta, a exposição é agora acolhida pelo Museu Quinta das Cruzes, onde as obras se encontram distribuídas pelo circuito principal da casa, estabelecendo um diálogo com o acervo permanente.

A itinerância prosseguirá pelo Porto Santo (Sala de Exposições da Assembleia Municipal), pelo Solar do Aposento (Ponta Delgada) e pela Casa da Cultura de Santa Cruz (Quinta do Revoredo), antes de regressar à instituição de origem para a conclusão do ciclo.

A mostra propõe uma reflexão em torno da ideia de habitáculo, das casas com história que habitamos, das marcas que nelas deixamos e dos fluxos que atravessam esses espaços.

Exposição Itinerante (In)Fluxo

Distintas entre si, estas cinco exposições apresentam, em cada ponto de itinerância, circuitos expositivos diversificados e adaptados às condições de cada instituição que acolhe a iniciativa, permitindo à curadoria cruzar narrativas estéticas e simbólicas em torno das obras e autores que integram o núcleo adquirido, colocando-as em estreito diálogo com os lugares de acolhimento e as suas especificidades. No caso do Museu Quinta das Cruzes, a exposição integra um conjunto de obras diluídas no circuito principal da casa que procuram dialogar com o acervo do Museu, explorando enquadramentos relativos à ideia de habitáculo ou das casas com história que habitamos, das marcas que nelas impomos e dos fluxos circulatórios que a estes espaços adicionamos pelos fragmentos que deixamos.

No contexto desta mostra, os conceitos de fluxo e influxo manifestam-se como mecanismos de diálogo entre a estaticidade física da obra de arte e a dinâmica interpretativa do espectador, em contraponto com a ocupação dos lugares da "casa" que é o Museu. Embora o objeto artístico se apresente como um produto acabado e aparentemente imutável, transita e ressignifica-se através do olhar do fruidor. É nesse encontro e nos seus resíduos que a obra se liberta da sua imutabilidade material, impactada pelas vivências, pelo quotidiano e pela subjetividade de quem a observa. Ao serem reposicionadas em determinados territórios, as obras desconectam-se do seu criador para gerar novos elos comunicacionais que questionam a ideia de transmutabilidade através do efémero da presença humana — os resíduos ou "fantasmas" da sua passagem.

A passagem de (IN)FLUXO pelo Museu Quinta das Cruzes cruza obras de vultos como Almada Negreiros, Menez, Júlio Pomar, António Pedro, Fernando Lemos, Joaquim Rodrigo, Cruzeiro Seixas, Marcelino Vespeira, Paula Rego, Nadir Afonso, Jorge Martins, João Hogan, Sónia Delaunay, Fernando Azevedo, João Cutileiro, Alice Jorge, Teixeira Lopes, Nuno Siqueira, José Júlio, Artur Rosa, Jorge Barradas, António Areal, Maria Velez, Guilherme Parente, Eduardo Nery, António Sena, René Bértholo, Costa Pinheiro, Nikias Skapinakis e Espiga Pinto com o acervo da instituição. Trata-se de um diálogo cruzado entre coleções, tempos históricos e o lugar que é uma casa, cuja memória atemporal atravessa séculos da nossa história coletiva. Aqui, os fluxos circulatórios são resíduos pendulares de tempos paralelos que confluem num tempo presente, sem a premissa ou a ânsia do amanhã, sabendo-o, contudo, como a sentença da existência.