"Sabores no Museu" no Museu Etnográfico da Madeira
No dia 18 de julho, pelas 11h30, terá lugar o primeiro evento do novo projeto turístico-cultural "Sabores no Museu", promovido pelo Museu Etnográfico da Madeira em parceria com a Associação Atremar a Ilha. O objetivo é valorizar e dar a conhecer as coleções do museu e a gastronomia tradicional genuína, procurando preservar estes testemunhos do património cultural imaterial que identificam e distinguem a região culturalmente.
O evento realizar-se-á na terceira semana de cada mês, entre julho e novembro e destina-se a todos os visitantes, com um número limite de 50 participantes. As inscrições devem ser efetuadas previamente através dos seguintes contactos: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. Tel. 291 145 326
O custo de participação em toda a atividade será apenas o custo normal da entrada no museu:
- Bilhete normal - 3,00€
- Grupos - 2,50€
- 3ª Idade - 1,50€
Após uma visita guiada ao museu, os grupos poderão usufruir de uma oficina de culinária tradicional, orientada por Sandra Cardoso, mais conhecida como a “Biqueira”.
Da oficina, faz parte a exibição de um pequeno filme, sobre o prato a ser confecionado, contextualizando-o culturalmente, seguindo-se de uma prova da iguaria.
No dia 20 de agosto, pelas 11h30, realiza-se no Museu Etnográfico da Madeira (MEM) o segundo evento do projeto turístico-cultural "Sabores no Museu".
Após uma visita guiada ao museu, os grupos poderão usufruir de uma oficina de culinária tradicional, orientada por Sandra Cardoso, a “Biqueira”. Da oficina, faz parte a exibição de um pequeno filme, sobre o prato a ser confecionado, contextualizando-o, culturalmente, seguindo-se de uma prova, neste caso, da tradicional “água de bacalhau”.
Segundo os responsáveis da Associação Cultural Atremar a Ilha, “foi na Boaventura, com a senhora Hermínia Sé, que recolhemos esta receita da Água de Bacalhau. Hermínia Sé aprendeu a cozinhar por voltas dos 10 anos, reproduzindo os gestos e ensinamentos que lhe eram passados pela sua mãe e a sua avó. Desenvolveu o gosto pela cozinha e nos dias de hoje continua a preservar os comeres da tradição. Noutros tempos, em sua casa, as sopas eram um comer de todos os dias e esta receita era reservada para dias especiais, aos domingos ou em dias de aniversário.”
O terceiro evento terá lugar no dia 18 de setembro, pelas 11H00 no Museu Etnográfico da Madeira (MEM).
Após uma visita guiada ao museu, os grupos poderão usufruir de uma oficina de culinária tradicional, orientada por Sandra Cardoso, mais conhecida como a “Biqueira”. Da oficina, faz parte a exibição de um pequeno filme, sobre o prato a ser confecionado, contextualizando-o, culturalmente, seguindo-se de uma prova, neste caso, da tradicional “SOPA DE CHÍCHARO”.
Como referiram os responsáveis da Associação Cultural Atremar a Ilha, “esta receita foi recolhida na freguesia da Quinta Grande no concelho de Câmara de Lobos. O chícharo é uma leguminosa cultivada nesta freguesia (tendo também o seu cultivo sido comum da ilha do Porto Santo) e embora faça parte da cultura gastronómica da ilha é desconhecido da grande parte dos madeirenses.
A receita foi transmitida por Diva Freitas, uma habitante local que, desde a infância, comia esta sopa e como única filha mulher começou, desde cedo, a ajudar a família, nos trabalhos agrícolas, nas lides da casa, e a cuidar dos irmãos.”
As inscrições deverão ser efetuadas, previamente, através dos seguintes contatos:
- Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
- Tel. 291 145 326
O quarto evento terá lugar no dia 16 de Outubro, pelas 11H00 no Museu Etnográfico da Madeira (MEM).
Após uma visita guiada ao museu, os grupos poderão usufruir de uma oficina de culinária tradicional, orientada por Sandra Cardoso, mais conhecida como a “Biqueira”. Da oficina, faz parte a exibição de um pequeno filme, sobre o prato a ser confecionado, contextualizando-o, culturalmente, seguindo-se de uma prova, neste caso, da tradicional “SOPA DE CHÍCHARO”.
Como referiram os responsáveis da Associação Cultural Atremar a Ilha, esta sopa está ligada às suas raízes e aos hábitos alimentares das gentes da sua terra, a Camacha e no trabalho de recolha que temos desenvolvido, junto da população da ilha, na nossa passagem pelo concelho de Santana, tive a oportunidade de aprender mais, através da partilha da experiência e sabedoria da senhora Ana Gouveia, de 85 anos. Nascida e criada naquele concelho, passa a maior parte dos seus dias a fazer as lides da casa e do campo. Trata dos seus animais, galinhas, porco e vaca, e essa é a carne que consome. No “lar” faz a sua comida, e tem sempre uma panelinha, ao lado, para cozer o “comer “, para o porco e as galinhas. Os restos da cozinha são todos aproveitados para os bichos. Trabalha sozinha “mais Deus” e sente-se feliz na sua terra, no lugar onde sempre foi acostumada.
No mês de novembro, dia 28, a última receita escolhida pela Biqueira será a sopa de castanha. Como refere, "Esta receita, profundamente ligada às tradições e aos hábitos alimentares do Curral das Freiras, foi recolhida junto da Senhora Silvina Gonçalves.
"Com ela aprendi sobre as tradições da sua terra, onde a castanha sempre desempenhou um papel central. Durante muitos anos, não foi apenas um ingrediente, mas também uma forma de sustento essencial para muitas famílias. A ligação de Silvina à castanha e às práticas do passado reflete o seu amor pela terra onde nasceu e a sabedoria transmitida de geração em geração. Testemunhos como este ajudam a preservar a cultura popular e o património imaterial da Madeira, trazendo-os para o presente através destas oficinas temáticas, onde sabores e histórias se encontram."
Destina-se a todos os visitantes, com um número limite de 50 participantes. As inscrições deverão ser efetuadas, previamente, através dos seguintes contactos:
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. e Tel.: 291 145 326
O custo, para participação em toda a atividade, será apenas o custo normal da entrada no museu.