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XIX Semana Europeia de Folclore

XIX Semana Europeia de Folclore
20-08-2024
Eventos
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Entre os dias 25 e 28 de agosto, a XIX Semana Europeia de Folclore anima o Funchal com música, alegria, convívio e etnografia. Os visitantes que procuram a Ilha da Madeira não só pelas suas belezas naturais, mas também por momentos únicos de lazer e diversão, poderão desfrutar de uma experiência autêntica e local.

Este festival de folclore é organizado pelo Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova e tem como objetivo promover um convívio intercultural, destacando diversas realidades etnográficas. O evento conta com a participação de grupos nacionais e estrangeiros, criando uma atmosfera de multiculturalidade que se mistura com os encantos da terra que os acolhe.

XIX Semana Europeia de Folclore

Homenagem ao casal mais antigo no ativo no folclore madeirense

O Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova vai homenagear o casal mais antigo no ativo no folclore madeirense que completa, no corrente ano, 60 anos como artistas de folclore. Em homenagem a estas duas figuras emblemáticas da Instituição e, do folclore madeirense, o Grupo fez questão que figurassem no cartaz da XIX Semana Europeia de Folclore/2024.

Alfredo Jaime Fernandes – uma das vozes mais incontornáveis do folclore madeirense e a sua mulher Talida da Piedade Fernandes Martinho – ex-bailarina exímia e atual instrumentista. Iniciaram a sua atividade como artistas no extinto Grupo Folclórico do Livramento “Os vilões” no ano de 1964. Estiveram presentes na inauguração do Aeroporto a 7 de julho do citado ano e sessenta anos depois, voltaram a atuar nas comemorações desta importante efeméride.

“Os vilões”, a partir de 15 de agosto de 1965, passam para uma nova Associação: Grupo Folclórico, Cultural e Recreativo Boa Nova (atual Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova).

“Ao longo desta longa carreira artística participaram em mais de 18.000 mil espetáculos, tanto na Região como além-fronteiras. Os homenageados, conjuntamente com várias dezenas de voluntários da Instituição promoveram a Região Autónoma da Madeira e Portugal Continental, em festivais internacionais, e na diáspora, nomeadamente: França, Espanha, Canadá, Holanda, Letónia, Lituánia, Áustria, Croácia, Rússia, Noruega, ilha de Lanzarote - Canárias, ilha do Pico – Açores e Portugal Continental (cerca de duas dezenas de vezes) (entre1993 e 2023), sempre à custa das nossas expensas” informa o comunicado de imprensa.

O Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova e todos os seus integrantes fazem assim questão de prestar uma justa homenagem a estas duas figuras ímpares no mundo do folclore, pelo muito que contribuíram em prol da sua terra e que a única recompensa que tiveram foi e continua a ser os aplausos calorosos dos espetadores.

    Programa do Festival

    Integrada na Festa do Vinho Madeira

    25 de agosto, Domingo (Auditório Jardim Municipal)

    • 21h00 – Portugal: Grupo Folclórico “Os Pescadores de Tancos” – Santarém
    • 21h40 – Letónia:  - Folk Ensemble Gatve – Riga
    • 22h10 – Portugal: Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova – Madeira

    26 de agosto, Segunda-Feira (Auditório Jardim Municipal)

    • 21h00 – Portugal: Grupo Folclórico da Casa do Povo da Madalena do Pico – Açores
    • 21h40 – Portugal: Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães – Braga
    • 22h10 – Equador: Grupo Cultural Cuniburo - Cayambe

    27 de agosto, Terça-Feira (Auditório Jardim Municipal)

    • 21h00 – Portugal: Rancho Folclórico Ceifeiras e Campinos de Azambuja - Lisboa
    • 21h40 – Espanha: Agrupación Municipal e Baile Tradicional de Cuntis - Galiza
    • 22h10 – Portugal: Grupo Folclórico “Os Pescadores de Tancos” – Santarém

    28 de agosto, Quarta-Feira (Auditório Jardim Municipal)

    • 21h00 – Portugal: Grupo Folclórico “Os Pescadores de Tancos” – Santarém
    • 21h40 – Espanha: Agrupación Municipal e Baile Tradicional de Cuntis - Galiza
    • 22h10 – Portugal: Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova – Madeira

    29 de agosto, Quinta-Feira (Anfiteatro Elisa da Costa e Silva de Afonseca - Centro Cívico Santa Maria Maior)

    • 21h00 – Portugal: Rancho Folclórico Ceifeiras e Campinos de Azambuja - Lisboa
    • 21h30 – Portugal: Grupo Folclórico “Os Pescadores de Tancos” – Santarém
    • 22h00 – Portugal: Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova – Madeira

    Apresentação do Caderno N.º 9 – Elisa da Costa e Silva de Afonseca

    A apresentação do Caderno N.º 9 e o descerramento do topónimo em homenagem póstuma a «Elisa da Costa e Silva de Afonseca (1855-1908)» estão agendados para sexta-feira, dia 23 de agosto, pelas 15:00 horas.

    “Um dos grandes objetivos na área da investigação é a «procura da verdade», desvendando mitos e ocultações feitas em redor das nossas raízes e seus protagonistas” informa o comunicado.

    No início do «Estado Novo», António Ferro (1895-1956) primeiramente como Diretor do SPN (Secretariado de Propaganda Nacional) - (1933-1944) e posteriormente como Diretor do SNI (Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo) - (1944-1950), para propagandear o novo regime implantado no país, criou eventos, deliberou trajos específicos para cada “Distrito do país” e suas emblemáticas danças populares, ocultando propositadamente os seus antecedentes.

    Essa doutrina teve também reflexos a nível insular surgindo no panorama regional na vertente das músicas, das danças e trajes populares, a figura de Carlos Maria Santos, o qual seguiu meticulosamente o sentido de Estado já bem propagado na altura. Foi a partir de 1938 que o mesmo aparece como primeiro e único conhecedor do folclore regional e de tal forma o difundiu, que a sua ação chegou até aos dias de hoje.

    Esta edição vem desvendar que no quotidiano funchalense, as danças populares ou campestres já eram ensinadas deste 1898 e exibidas por crianças dos dois sexos, tendo como papel preponderante a professora de danças Elisa da Costa e Silva de Afonseca (1855-1908), natural da freguesia de São Gonçalo, concelho do Funchal. Após o seu falecimento em 1908, o seu trabalho teve seguimento através da sua discípula Maria Eugénia Rego Pereira (1875-1947), até ao ano de 1937.

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