Teatro Municipal Baltazar Dias | Programação de junho
Cesária Évora
No dia 4 de junho, pelas 19h00, será apresentado no Teatro Municipal Baltazar Dias o documentário "Cesária Évora", de Ana Sofia Fonseca, que revela imagens inéditas e oferece uma visão nunca antes explorada sobre a vida da cantora cabo-verdiana.
Esta é a história de uma mulher negra, africana, com mais de cinquenta anos e oriunda de um contexto pobre, cujo único sonho era ser livre.
Bilhetes disponíveis no local.
Notas sobre Solitude
No dia 5 de junho, pelas 19h00, é apresentado "Notas sobre Solitude", de Carolina Marcos Caldeira.
Bilhetes disponíveis no local.
Mãe - Mère
No dia 6 de junho, pelas 19h30, o filme do madeirense João Brás é exibido no Teatro Municipal Baltazar Dias.
Sipnose
Abalada por uma demência degenerativa, enquanto a sua memória se dissipa no tempo, Dolores desvanece-se. Na esperança de recuperar recordações de um passado, os seus filhos Mário e Samuel mudam-se para a ilha da Madeira, tentando proporcionar melhores condições de vida para a sua mãe.
Concerto com os Laureados do Concurso Nacional de Música
No âmbito do Concurso Jovens Talentos 2023, promovido pelo Conservatório - Escola das Artes da Madeira, a Orquestra Clássica da Madeira realiza, no dia 8 de junho, pelas 18h00, o concerto com os Laureados do Concurso Nacional de Música. um concerto integrado no Ciclo Jovens Solistas com os laureados do concurso, o clarinetista André Costa e o violinista Filipe Abreu.
História da Imperatriz Porcina
No dia 15 de junho às 19h00, o Teatro Municipal Baltazar Dias recebe a "História da Imperatriz Porcina”, um espetáculo da ACE Escola de Artes do Porto com Encenação de Sara Barros Leitão, Direção Artística, realizado por alunos do 1º ano em Formação em Contexto de Trabalho.
Sipnose
“A História da Imperatriz Porcina” foi escrita por Baltazar Dias em 1660. Como qualquer peça escrita durante a Inquisição, tem um cariz extremamente cristão e moralista. Contudo, é uma história que, lida nos dias de hoje, nos poderá lembrar de uma história que continua a ser comum a tantas mulheres, que são primeiramente julgadas pela sua aparência e não pelas suas opiniões ou vontades, e cujo destino das suas vidas continua a estar dependente de terceiros, capazes de acreditar mais rapidamente na palavra de outro homem, do que na delas.
Esta é uma história que chegou a vários cantos do mundo, inspirou outros contos, pinturas, histórias de cordel e até telenovelas.
Agora, os alunos e alunas do primeiro ano da Academia Contemporânea do Espetáculo - Escola de Artes escolheram resgatar esta peça de Baltazar Dias para o seu exercício de Teatro Português. Sendo este um autor da ilha da Madeira, e dando ele nome a um teatro da cidade do Funchal, era quase inevitável a apresentação deste espetáculo no Teatro Municipal Baltazar Dias, mais de trezentos e cinquenta anos depois da sua escrita.
cEGOS SURDOS MUnDOS
Nos dias 21 e 22 de junho, pelas 20h00 e 18h00, respetivamente, a peça de teatro "cEGOS SURDOS MUnDOS", do CMF e Grupo InCORPOrARTE e Turmas Juvenis das Classes de Dança dos Cursos, é apresentada no Teatro Municipal Baltazar Dias.
Sipnose
Sociedade que vive contida por fórmulas, limites e alvos inalcançáveis.
Coletivo que promove a insatisfação e sentimento de incapacidade.
Números que representam pessoas, pessoas que se traduzem em taxas, estatísticas e porcentagens prescindíveis, valores que simbolizam sucesso ou fracasso.
Rebanho construído para alimentar os fartos.
Sociedade de ruído e de interior escasso.
Comunidade que espelha o seu reflexo melancólico, dependente de julgamentos externos.
Seres que alimentam o narcisismo, obstruindo todos os canais de empatia e fraternidade.
Indivíduos voltados para si mesmos e para as dissertações ocas que deles provêm.
Humanos que, de forma animal, encontram refúgio na solidão e isolamento.
Egos que elegem não ouvir senão a sua própria voz.
Cegos que guiam mudos, mudos que proferem a surdos, surdos que ecoam nos seus mundos.
Cegos que comandam rebanhos surdos, que se por exclusão escutam, sairão calados e mudos.
Pessoas que em silêncio gritam por socorro.
Jovens que crescem vazios de expectativa e credo.
Cabeças desconcertadas e carentes de sustento.
Vozes reprimidas.
Sepulturas por si cavadas.
Bilhetes disponíveis no local.
Uma Nova História
A Associação de Bailado Carlos Fernandes apresenta, no Teatro Municipal Baltazar Dias, dias 29 e 30 de junho pelas 18h00 "Uma Nova História".
Sipnose
Fruto do legado cultural e artístico de Carlos Fernandes e Marta Atayde, que vai muito além de uma formação técnica de qualidade, a Associação de Bailado Carlos Fernandes foi criada em 2023 por um grupo de professores, antigos alunos e amigos dos Fundadores, com o objetivo de dar continuidade a esta prestigiada Escola e de continuar a promover a arte da dança na Região.