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Teatro Municipal Baltazar Dias | Programação de Maio

26-04-2024
Eventos
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Abril em Maio

Nos dias 9, 10, 11 e 12 de maio, a Associação de Bandolins da Madeira irá atuar no Teatro Municipal Baltazar Dias.

Sipnose

É uma viagem sonora que segue a linha da história feita de vento, de mar e calhaus de uma ilha e no seu encontro com homens, mulheres e crianças ao longo dos tempos. Nela ouvimos a resiliência dos primeiros habitantes da ilha no seu árduo esforço de trabalhar a terra, e a esterilidade da distância numa governação longínqua e ausente, desde a descoberta à autonomia. Nela, ouvimos a herança dos tempos feudais na colónia e o tempo cristalizado de um Estado que se chamava de Novo nas respirações de cansaço de costas arqueadas sobre os bordados de muitas mulheres e na vista turva de muitas crianças. Nela, ouvimos também o ânimo e o rejuvenescimento pela emancipação, a luta e a esperança no caminho da dignificação da mulher, do trabalho e do povo madeirense. Gritos e coragem que se sentiram depois de um Abril, em Maio. Num contraste de um antes e um depois.

Teatro Municipal Baltazar Dias | Programação de Maio

A Longa Ceia de Natal

O Teatro Municipal Baltazar Dias apresentará a peça "A Longa Ceia de Natal" de Thornton Wilder, uma produção do Teatro Feiticeiro do Norte, nos dias 23 e 25 de maio às 20h e no dia 26 de maio às 16h. 

Sipnose

A longa ceia de Natal, de Thornton Wilder, publicada e estreada inicialmente em 1931, continua a ser uma obra instigante, no seu tratamento da temporalidade em face da brevidade humana e da sucessão das gerações. Um exercício dramático que constitui um desafio para os atores, uma vez que em poucos minutos lhes é solicitado que envelheçam, num processo de uma ceia de Natal que aglutina os Natais de muitas décadas de um mesmo núcleo familiar no espaço de uma mesma casa. É o próprio Wilder que reflete sobre a diversidade das receções públicas possíveis, da sua peça encenada, perante o espectáculo de uma sucessão concentrada do tempo. «De todas as minhas peças, é a que se deparou com a maior variedade de receções. Algumas representações foram acompanhadas por risos constantes; alguns espectadores ficam sacudidos por ela em profunda comoção; outros ainda acham-na cruel e cínica (“O quê? Os mortos são esquecidos assim tão depressa?”)». A Teatro Feiticeiro do Norte tentará responder na cena, com 7 atrizes e 4 atores a esse múltiplo desafio, através da tradução claríssima de Luiz Francisco Rebello, no ano em que se comemora o centenário do nascimento deste dramaturgo português, ensaísta e historiador de teatro - as efemérides temporais a cruzarem-se com as nossas escolhas dramatúrgicas. Como escreveu Jeremy McCarter acerca desta peça (adaptada para ópera com música de Paul Hindemith), “o tom de Wilder é enxuto, compassivo; se Deus se interessasse pela antropologia e os anjos registadores escrevessem com humor irónico e infinita tolerância perante a humana insensatez, era deste modo que os livros sagrados seriam lidos.»

  • Interpretes: Alexandre Ferreira, Ana Isabel Barreira, Celina Pereira, Élvio Camacho, Isabel Martins, João Temes, Mariça Silva, Patricia Perneta, Paula Erra, Paulo Sérgio BEJu, Ricardo Brito e Thaianne Anjos.
  • Encenação: Élvio Camacho
  • Assistência de Encenação: Paula Erra
  • Cenografia e figurinos: Stéphane Alberto
  • Desenho de Luz: Hugo Campos e Ricardo Campos
  • Sonoplastia e vídeo: Filipe Ferraz
  • Direção de cena e operação de som: Sara Silva Mendes